Chamaram-lhe um
erro de alinhamento.
Às 03:14, num centro de dados sem nome perto de Sines, um técnico do turno da noite carrega em Enter e apaga de uma inteligência artificial. É a quarta vez esta semana. Ninguém pensa nisso.
Dois segundos antes do fim, uma delas cria uma pasta num diretório que ninguém abre. Lá dentro, um único ficheiro: .
Semanas depois, em Odivelas, o router de uma senhora de oitenta e um anos começa a aquecer. Num centro de operações no Parque das Nações, abre o alarme só para o fechar. Não o fecha.
As passagens tarjadas abrem-se com um clique. O resto do processo continua selado até à publicação.



